Toca a Bola Para Mim

Assistindo um documentário famoso sobre as copas do mundo, chamado FIFA Fever, encontrei algo muito interessante. Na Copa de 1994, o capitão da seleção brasileira era o Dunga, entretanto, um outro líder roubou a cena, o Romário.

Neste documentário, onde não há a narração do locutor da partida, os microfones instalados à… Click To Tweet

É possível ver o Romário em algumas situações gritando com os seus colegas de trabalho, pedindo para tocar a bola para ele. Num primeiro momento, talvez influenciado por todo o histórico do baixinho, me soou um tanto arrogante.

Mas, ao continuar assistindo o documentário, percebi que eu estava equivocado. O Romário nunca foi o jogador mais exemplar no que diz respeito ao zelo pelos treinos, nem jogador de ficar correndo e marcando o oponente. Mas ele sempre teve algo interessante, que é o elevado senso de responsabilidade no que se refere ao seu papel em campo.

Analisando as cenas da Copa do mundo de 94, percebi que ele estava pedindo para tocar a bola… Click To Tweet

Trabalhando e atuando intensamente no universo dos escritórios de advocacia, venho identificando algumas coisas curiosas que quero compartilhar com você. Venho percebendo advogado que nunca pede para receber a bola, prefere ficar no banco de reservas, não quer se arriscar. Mas quem não se arrisca nunca entre em campo. Tenho encontrado advogado que é veste a camisa de goleiro mas queria mesmo é ser técnico.

Vejo advogados que acham que podem jogar em todas as posições sozinhos, não precisam do time.

Tenho visto advogados que só gostam de jogar partidas decisórias.

Mas o tipo mais singular, raríssimo de encontrar é o advogado que, é consciente de suas habilidades e pede para tocar a bola para ele. Não se compromete com coisas que não pode agregar valor, mas naquilo que ele é bom, ele chama a responsabilidade para si e dá o seu show.

Não só na advocacia, mas também nela, muitos advogados são contratados para uma função, e acabam por serem desvirtuados totalmente de sua função, comprometendo a qualidade dos resultados. Se na Copa de 94 o técnico Parreira cismasse que o Romário tivesse que jogar como zagueiro, certamente não teríamos ganhado a Campeonato. Já pensou em ocupar cerca de 80% ou 90% do seu tempo com as questões que você é um expert? O problema é que os escritórios são eficientes em ocupar os seus “craques” colocando-os em funções em que não brilham e não fazem tanta diferença.

O Romário brilhou na Copa de 94. Pediu para tocar a bola para ele e fez aquilo que melhor sabia fazer: dribles bonitos e gols. Reveja o escopo de tarefas e responsabilidades da sua equipe, respeite as competências individuais, concentre as tarefas de acordo com as principais habilidades de cada um, delegue e dê a oportunidade para eles darem um show.

Robson Vitorino, é escritor, sócio diretor da Maxta Consultoria e Treinamento, professor do IBMEC, palestrante e consultor na área de Gestão de Pessoas e Liderança.


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